Escola da Forma – Visão Geral


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Estudar os conceitos de Forma no Feng Shui pode se tornar tão complexo como entender os métodos de bússola. Muitos estudiosos consideram que do próprio estudo formal originaram-se as primeiras bases do Feng Shui, há mais de 4000 anos.

Atualmente, as análises básicas podem ser chamadas de Luan Tuo (Métodos de Forma Simples), e mesmo sendo utilizados pela maioria das escolas, tanto clássicas quanto modernas, estão muito distantes dos profundos conceitos de Xing Shi Pai da Tradição San-He (Análise Complexa e Dinâmica das Formas da Natureza). Essa linha de atuação engloba um estudo morfo-geológico pormenorizado das montanhas, vales, lagos, fluxo de rios, etc, e as influências na construção. São baseadas em análises:

  • cognitivas – percepção das Veias (curso da Energia no interior das formações geográficas) e Pérolas do Dragão (pontos mais auspiciosos de uma região);
  • simbólicas – relações entre os 5 Animais Celestiais (entorno imediato à edificação) e a formação arquetípica das 28 Mansões Lunares;
  • estruturais – posicionamento, direção e distância dos eventos geográficos em relação à residência;
    energéticas – interligação dos fluxos terrestres do Qi (Chi) com o campo bioelétrico e meridianos do corpo humano;

Compreender Forma é também saber adaptar as análises ancestrais ao mundo contemporâneo das cidades. Nesse contexto, alguns conceitos como Ming Tang (Palácio Luminoso), Shui Kou (concentração energética num ponto específico de estudo) e Xing Shi Pai são reinterpretados e aplicados com muita eficácia no meio urbano.

Sem dúvida, uma coerente introdução aos outros Universos do Feng Shui Clássico.

Por Marcos Murakami